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retalhos de sonhos

retalhos de sonhos

a nossa história (continuação)

"Liberdade"

Amanheceu. O dia parecia que ía ser lindo, já se ouviam os pássaros a chilrear ao longe. Soprava uma brisa suave que fazia ondular as flores do campo. Pela janela do quarto entrou um raio de sol, iluminou a cara de Tomás que acordou. Pulou da cama e abriu a janela para saudar aquele dia.

- Que dia tão bonito! Não patece nada ir trabalhar para aquele escritório fechado e cinzento! - pensou.

O Jim, seu cãozito rafeiro, que um dia encontrou abandonado perto do escritório, já andava à volta dele para comer.

- Bem, tenho mesmo que me levantar, não é, seu maroto? Vou primeiro tomar o duche e depois vamos tratar da paparoca.

Tomás era um bom partido. Vivia sozinho. Um dia, ao passar naquele lugar, viu a casa à venda e nem pensou duas vezes. Comprou-a logo. Gostava imenso daquele alpendre cheio de tulipas amarelas e brancas. O casal que a vendeu tratava muito bem daquele jardim. ao redor havia muitos campos e tinha uma serra no alto muito verde. ("Geny")

Apesar de ter muito espaço verde à volta da sua casa Tomás não vivia isolado, a sua morada situava-se numa rua de pequenas casas todas elas arranjadas e com pequenos pormenores que chamavam a atenção para quem passa-se por lá. O número 18, que ficava duas casas acima da pequena casa dele, foi posta à venda. Era certo que que precisava de uma pintura e de uns pequenos arranjos. Todos os dias a caminho do trabalho ele passava pela casa e punha-se a pensar quem seriam os próximos inquilinos daquela casa. Seria que íam dar-lhe o arranjo que ela necessita e pôr plantas np jardim? Seriam simpáticos, teriam filhos, todos os dias tinha um pensamento diferente. Até que um dia passou por lá e reparou que estava gente a compor a casa. A pintar por fora, a dar uns arranjos nas janelas e, por dentro, também havia pessoas a trabalhar. Quem seriam os próximos vizinhos? ("Tytas")

Finalmente chegou o fim-de-semana. Tomás tinha por hábito passear com Jim pela serra que ficava por detrás da casa dele. Saíram os dois de casa e quando passaram em frente do número 18 da rua deles a porta abriu-se. Foi naquele momento que o tempo parou para Tomás. Daquela casa viu sair uma mulher que emanava tanta luz. Não, ela não era nenhuma beldade, nenhuma estrela de cinema, mas houve algo na nova vizinha que lhe chamou a atenção. Também o poste que estava à frente dele e que não viu.

- Cuidado!

Tarde de mais. Já Tomás tinha ido contra ele. ("Geny")

- Magoou-se?

- Não, está tudo bem obrigado.

Nesta altura Jim já cheirava a nova vizinha e esta amigavelmente fez-lhe uma festa.

- É nova aqui? - perguntou Tomás, como se não soubesse a resposta...

- Sim, muito prazer, meu nome é Sara.

- Olá, eu sou o Tomás e este é o Jim.. Quer acompanhar-nos na nossa volta habitual?

- Sim, aproveito e conheço as redondezas.

Passaram horas juntos, Tomás nunca tinha estado fascinado por alguém como estava por Sara.

- Bom, vou almoçar. - disse Sara.

- Será que podemos tomar café logo à noite? - perguntou Tomás

- Sim, aqui às 21h, pode ser? ("Shanna")

Sara entrou em casa, estava com um nervoso muito miudinho que lhe percorria o corpo todo. Nunca um encontro com um rapaz lhe tinha provocado tal efeito, tinha o achado super simpatico, delicado, e toda a conversa que tiveram durante o passeio foi o mais trivial possivel, mas parecia que se conheciam há anos. Sentou-se no alpendre por detras da casa, mas pouco tempo esteve lá pois não conseguia estar sossegada só de pensar em ir tomar café com o Tomás. Que parvoice pensava a Sara porque razão ele mexeu assim comigo? Foi para dentro preparou um banho e relaxou, ficou mergulhada na água do banho a pensar no passeio que tinha dado com aquele desconhecido, mas que ao mesmo tempo era tão familiar. Quando deu por ela já tinha passado a hora do jantar e só tinha tempo para se arranjar.
Vestiu umas calças de ganga que lhe realçavam as suas linhas, uma camisa branca com um decote atrevido dependendo dos seus movimentos, não sendo muito adpeta de perfumes naquela altura colocou um pouco do seu perfume, tinha um cheiro fresco a hortelã mas com uma mistura quente de canela, no seu corpo aquele cheiro tomava um aroma especial. Quando esta a sair do quarto tocam á campainha, todo o seu corpo estremeçe, e pensa pareço uma adolescente. Abriu a porta com um sorriso na cara.("Tytas")
- Sara, por favor ajuda-me...o Jim foi atropelado! - disse Tomás com a cara mais aflitiva que Sara jamais tinha visto num homem.
- Mas..como é que isso aconteceu? Vamos já aquela clínica de veterenários, que funciona 24 h.
Dirigiram-se imdediatamente para o carro de Tomás e Sara colocou Jim ao seu colo fazendo-lhe festinhas para aliviar um pouco o seu sofrimento. Jim olhava para Sara com uns olhos muito tristes e notava-se que tinha dores nas patas traseiras.
- O que é que aconteceu? - voltou a perguntar Sara.
- Íamos a sair de casa quando Jim decidiu atravessar a rua e veio um carro que o atropelou e nem parou para ver como ele estava. Estou simplesmente agoniado com o desprezo que estes condutores têm pelos animais que atropelam.
- Tem calma, Tomás. Vais ver que os médicos conseguem ajudar o Jim.
- Desculpa. Convidei-te para um café e aconteceu logo isto...Já estou a incomodar-te com as minhas coisas.
- O café fica para outro dia. Neste momento o Jim é mais importante. ("Geny")
A história está a ficar interessante, não está? Fico à vossa espera.

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