Sombra
Sou uma sombra do que fui. Fui vida. Fui cor. Fui alimento. A audácia de querer acompanhar-te para sempre, no rumorejar dos teus braços. Foi débil este arrojo.
Sonhava ficar aqui mais um pouco, mas os ventos outonais não ouviram as minhas súplicas. Reduziste-me a pó, nesta estrada calcada, pela força dos teus movimentos.
Um dia, não serei mais que uma lembrança ténue da tua primavera.
